Pais

Ontem estávamos conversando sobre como temos ou não vontade de estar com nossos pais depois de adultas e como nossos pais, talvez, se sentissem durante o tempo em que viveram conosco. De minha parte, que agora sou uma mãe de família, posso dizer que é muito especial estar com o meu filho e todos os momentos que passamos eu, Diego e Bruno juntos. Todos os momentos em que estamos juntos, até agora, são simplesmente maravilhosos. E mesmo que haja qualquer problema (que somos muito privilegiados de termos muito poucos problemas e serem problemas nem ridículos), tudo fica bom e feliz quando estamos com o Bruno. 
Não tem hora melhor do que as 19h e pouco quando o Diego chega e podemos ficar juntos um pouco. É evidente que há momentos de estresse de se lidar com uma criança pequena, um ser humano com suas próprias vontades e incapaz da comunicação clara e verbal. Já tive que chamar o Diego de volta pra casa porque estava ficando irritada, já tive momentos que, absolutamente sozinha com o Bruno, me irritei de uma maneira quase impossível. Já teve vezes em que o Diego, sozinho em casa, colocou o Bruno no berço chorando porque se sentiu e se viu incapaz de acalmá-lo e já teve vez que falou alto com ele porque já estava irritado também. Mas isso foram e são eventualidades, não é o dia a dia e não é o que transforma a experiência incrível que tem sido, pessoal e como casal, de estar com nosso filho. 
E gostamos de deixar isso muito claro pra ele todos os santos dias, pois acho que a coisa mais importante que uma criança precisa ter é o sentimento de que é amada e de que está segura. 
Além disso, o filho trouxe uma necessidade ainda maior de olharmos pela perspectiva do outro e se colocar no lugar dele. O Diego não teve licença paternidade igual a mim e não pode ficar com o Bruno o mesmo tempo que eu fico. Dia sim, dia não, penso em como seria mais prático e melhor já dar o banho às 19h e preparar para dormir cedo, mas ao pensar na felicidade do Diego de chegar em casa e poder brincar (ou brigar, depende do ânimo do bebê) 20 min com o Bruno e de como aquele banho com ele é divertido, me forço, sem muito esforço, para esperar ele chegar às 19h45. A vida é muito boa naquele banho com o robô do banho pra não poder esperar por ele. 
Nós agora assistimos TV juntos até ir dormir, conversamos, e namoramos o Bruno enquanto olhamos ele dormir e se mexer pela babá eletrônica. Nosso amor tem outro objeto e mais um objetivo. Somos mais felizes quando o Bruno ri, quando fazemos coisas boas pra ele, quando socorremos o outro em uma situação difícil com o Bruno, quando conseguimos solucionar um problema. Somos felizes quando, quase todos os dias, às 19h45, dançamos os três na sala. 



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